16 de mayo de 2014

A NECESSIDADE DE ESPAÇOS VERDES URBANOS É UMA CONSEQUÊNCIA DA EVOLUÇAO DAS CIDADES

O conceito de “Espaço Verde Urbano” surgiu a partir da segunda metade do séc. XIX, com o objectivo de combater a insalubridade vivida com a revolução industrial, Uma época em que o êxodo da população rural para a cidade levou ao crescimento acelerado e caótico dos centros urbanos (Magalhães, 2001).













A cidade industrial ultrapassou as dimensões aceitáveis, os elevados níveis de poluição originados pela actividade industrial, deram origem a áreas urbanas em que a qualidade de vida era praticamente inexistente (Soares e Castel-Branco, 2007).

Os primeiros espaços verdes urbanos surgem no séc. XIX em Inglaterra (muito marcada pela Revolução Industrial). Eram essencialmente espaços privados, projectados com um objectivo social, e de valorização imobiliária.
O primeiro espaço verde verdadeiramente público realizado foi Birkenhead Park, também conhecido como People’s Park, criado em 1843 com fundos públicos e propriedade de toda a população. Foi projectado por Joseph Paxton, com o objectivo de dar resposta à falta de espaços verdes, especialmente destinados à classe operária, na cidade industrial.

Birkenhead Park teve um papel fundamental na evolução do conceito de espaço verde público urbano, ao inspirar Frederick Law Olmsted, cuja contribuição foi determinante para a forma e uso dos parques urbanos em todo o mundo. Dos vários projectos de Olmsted, destaca-se o Central Park, em Nova York (1858-1861). O projecto do Central Park teve como base o conceito de parque como um “pulmão verde, no centro da cidade”, com a função de purificar a atmosfera poluída.





O conceito de “pulmão verde”, como espaço verde com dimensão suficiente para produzir o oxigénio necessário à compensação das atmosferas poluídas, estendeu-se pelas cidades mais industrializadas. Em Lisboa, serviu de referência para o Parque de Monsanto, (1940), projecto, da autoria do Arquitecto Keil do Amaral, impulsionado pelo Eng.º. Duarte Pacheco (Ministro das Obras Públicas em 1932).

Pablo Peón
Arquitecto paisajista en Espaçus

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